Passa da 1h da manhã, eu sou o único cliente sóbrio na calçada em frente ao @tacoscocuyos, uma portinha 24h no Centro da Cidade do México. Tortilhas normais, puxadas para o gorduroso e rançoso. A língua tem textura macia, cor acinzentada repulsiva e sabor de nada. O suadero, fraldinha confitada por horas num tacho, é avermelhado, macio, gorduroso e insosso. O campechano, uma mistura de cortes bovinos, linguiça e torresmo, é salgadinho, crocantinho, sabor de torresmo e ranço. Doses generosas de lima, molho verde apimentado e folhinhas de papalos, uma plantinha que mistura aromas de ervas com pungência e aparência de agrião, deixam a coisa gostosa. Compramos tacos, comemos salada. Ai, ai. Não deve ser coincidência que só tenha ébrios aqui. Como Los Cocuyos aparece no Tacos Chronicles, me cai a ficha de que até hoje nunca gostei dos restaurantes que apareceram em documentários da Netflix, seja antes ou depois de eu ir. Que coisa, né. Por que será? Aliás, a Netflix promete comida de rua extraordinária em cada esquina do México, não foi o que encontrei nos Cocuyos, nem em outras esquinas. Fiquei chateadão. Será que sou eu o problema?
Los Cocuyos
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