Pedimos sanduíches de falafel, couve-flor e schnitzel-pastrami da Nosh em São Paulo. Pouco do que chegou era bom: o pão, o tahine, a maionese verde. Os vegetais demasiadamente cozidos, molengas e água-de-brócolis, incluindo o falafel com sabor de couve passada, podem ter sido culpa da viagem. Mas a viagem não tem culpa pelo picles acinzentado... Continuar Lendo →
AE! Cozinha
O AE! Cozinha começa a mil por hora; as entradas são complexas, interessantes e prazerosas. Uma dose potente do que eu chutaria ser limão, couve, gengibre e água carbonatada era, na verdade, água de coco, trevo e uva verde no sifão. Contraste perfeito entre exterior crocante e interior pegajoso, o pão de queijos Trilha e... Continuar Lendo →
Lilia
Em uma construção do século XIX no Centro do Rio de Janeiro, o Lilia faz parte do projeto hipsteriano de gentrificação das áreas centrais das metrópoles brasileiras e atende executivos dos prédios corporativos e das estatais das redondezas. Não se pode dizer que o restaurante é uma ilha isolada, pois o barulho mal absorvido da... Continuar Lendo →
Maison Lameloise
Os amuses-bouches da Maison Lameloise em Chagny são amusants e recreativos, no caso, inspirados num recreio mesmo: "bille" (bola de gude) de gaspacho doce e ácido, muito frutado, aroma de morango; "sucette" (pirulito) de manteiga de cacau, foie gras e cassis, os dois primeiros derretem na boca em sincronia; biscoito de Comté, creme de alecrim... Continuar Lendo →
Christophe Madeleines
O aroma das madeleines invadem a viela movimentada em Aix-en-Provence e eu sou atraído para a fonte feito mariposa para uma lâmpada. Observo encantado, mas não compro. É preciso levar ao menos seis, elas são grandes e eu já fui enganado vezes demais para confiar em aromas que tomam quarteirões. Comida de rua encanta por... Continuar Lendo →
La Melona
Seis da manhã, eu passava pela cinzenta Carreira 68 de Bogotá. Uma cafeteria movimentada me chama a atenção, eu resolvo arriscar e pulo fora do ônibus no próximo ponto. Fico encantando com o dourado vibrante da crosta e a elasticidade infinita do interior esponjoso da buñuela. Os chiffons japoneses babam de inveja. É preciso que... Continuar Lendo →
Madame Jeanne
Certa vez, a Pizza Hut resolveu fazer uma pesquisa para saber o que as pessoas lembravam de uma visita a um de seus restaurantes. Mandavam um e-mail aos clientes uma semana depois deles terem ido e descobriram que eles não se lembravam do sabor da pizza que tinham comido, mas se lembravam se tiveram de... Continuar Lendo →
Ox & Klee
O Rheinauhafen em Colônia era uma área portuária à beira do Reno até ser reurbanizada nos anos 2000. Por reurbanizar, entenda impermeabilizar tudo e erguer prédios envidraçados de “alto padrão” para pessoas de “alto padrão”. É nesse espaço que os cozinheiros do Ox & Klee conversam e fumam antes do restaurante abrir e o serviço... Continuar Lendo →
Peixes
Com um nome tão português, comida e salão tão bonitinhos, fica fácil simpatizar, difícil resistir. Puxo conversa, o chefe não é brasileiro, nem português, é colombiano. Por que Peixes, então? O antigo chefe era português. Os vinhos continuam lusófonos, a comida agora é uma bagunça gostosa de elementos sul-americanos, asiáticos e mediterrâneos. De couvert, pão lindo,... Continuar Lendo →
Buvette des Bains
Que refeitórios me sejam um ponto fraco, nenhuma novidade. A comida às vezes é boa, às vezes é ruim, nunca é tudo. Quando se está em uma grande mesa de piquenique no meio do lago Léman, as crianças correndo, os pardais pedindo pão, a água reluzindo e a cidade silenciosa ao fundo, a comida não... Continuar Lendo →