Até onde podemos ver no Chef’s Table, Jordi Roca é uma fonte inesgotável de carisma, bom humor e genialidade. Então, minha prioridade nas poucas horas de longa conexão em Madrid foi visitar a Rocambolesc, a rede de sorveterias que vende soft serve e picolés divertidos do confeiteiro catalão. De manhã, passei no Mercado de San... Continuar Lendo →
Lume
O Lume joga um jogo. Enquanto a maioria de seus clientes têm pele branca, peruas importadas, conversas entediantes, roupas de playboys e patricinhas do interior, e deixam no canto do prato tudo o que for verde; o restaurante é milenium dos pés à cabeça, esquerda caviar, inclusivo em gênero, etnia e orientação, pai de plantas... Continuar Lendo →
Banca do Bahia
O homem vestindo trapos está feliz com o café que acaba de ganhar. Ele fala da inflação, diz que lembra do café a 50 centavos, da passagem a 1,50, do gás a 15. O dono da banca, como que para justificar cobrar 2 no café, fala sobre quando o leite era 60 centavos e o... Continuar Lendo →
Café Palhares
Você senta num dos 20 banquinhos em volta do balcão e perguntam “vai almoçar?” e “bem ou mal passado?”. Eu respondi “sim” e “mal”. Em literalmente um minuto, recebi um prato feito de arroz, couve, farofa, molho, linguiça e ovo. Não é a linguiça fina, salgadinha, apimentadinha, suculenta, aromática e dourada que está mal passada,... Continuar Lendo →
Estadão
Nada mais promissor que um boteco 24h com mais de 50 anos de existência que costumava ser um anexo extraoficial da redação de um ex-grande jornal e que serve comida farta, brasileira e barata no Centro de São Paulo. Então, é uma pena, realmente uma pena, que o Bar e Lanches Estadão cometa o principal... Continuar Lendo →
Morro dos Ventos
À beira do precipício da Chapada dos Guimarães, o restaurante Morro dos Ventos poderia cozinhar o frango com quiabo num fogo mais baixinho para que a carne desidratasse um tiquinho menos. Mas veja esse quiabo lindo, me olha na cara e diz que não salivou. Com polenta e molho do frango, é de comer, comer... Continuar Lendo →
Bolo de arroz & cuiabanices
Lugar todo gourmetizado, carrão entrando e saindo, expectativa próxima de zero. Fui pego de calças curtas, então, pelo bolinho de arroz fresco, dourado, apenas ligeiramente doce, amanteigado, fundinho cítrico, quebradiço, pesado, aerado e úmido. Pode não ser o melhor do mundo, mas é decente e gostoso. Já o chá de café com água desnatada não... Continuar Lendo →
Moela
A dica veio do @l.sperbgastronomia, e o @igorbaptista e o @cristhian.stos não quiseram saber de outra coisa. Domingo friozinho, sol gostoso, mesinha na calçada, cerveja estupidamente gelada, caipirinha de cachaça da casa gostosa, barata (R$15!) e devastadora para fracotes como eu. A língua no vinagrete do @BarMoela em São Paulo é suave e macia, nada... Continuar Lendo →
Picchi
Diante da pergunta de todas as noites, o que vamos jantar hoje?, meu irmão sugere massa e eu sugiro torrar, gastar, esbanjar. Nenhuma surpresa então que acabamos no Picchi. Em plena Oscar Freire, o serviço é formal, cortês, servente e reverente do jeitinho que a elite gosta. De terno e gravata, os funcionários da frente... Continuar Lendo →
Jesuíno Brilhante
No coração de São Paulo, perto da Av. Paulista, o arco aórtico paulistano, há um pedacinho do Rio Grande do Norte, um consulado potiguar*. O nome é uma homenagem ao Jesuíno Alves de Melo Calado, o Jesuíno Brilhante, um cangaceiro pioneiro, idealista e romântico. Naturais de Patu, Brilhante e Rodrigo Levino, o dono do restaurante,... Continuar Lendo →